Modelos de time de arquitetura por Rafael Magrin

Segue a excelente explicação que o Rafael Magrin fez sobre modelos de time de arquitetura. Basicamente ele descreve três modelos  para definir direcionamento de arquitetura. Segundo ele os modelos 1 e 2 são os mais comuns, mas foi o modelo 3 que lhe pareceu mais interessante.

Modelo 1 – Arquitetos fora dos times

Neste modelo um time de arquitetura toma as decisões que são acatadas pelos times. Esse modelo funciona bem quando temos mais de um time trabalhando na mesma aplicação (bem comum em aplicações legadas) e decisões tomadas pelos times isoladamente normalmente não levam em consideração as necessidades dos outros times.

Modelo 2 – Arquitetos nos times

Neste modelo um time de arquitetura ou um grupo de arquitetura é formado por representantes dos times de desenvolvimento. Esse time/grupo estabelece restrições de tecnologia e arquitetura para os times, por exemplo, sistemas operacionais habilitados, bancos de dados habilitados, tecnologias para integração de aplicações, … (coisas que se tivermos um universo muito heterogêneo aumenta muito os custos operacionais). Os times ficam responsáveis por definir a arquitetura das suas aplicações. Esse modelo funciona melhor quando somente um time é responsável por uma aplicação.

Modelo 3 – arquiteto on-call

Um modelo bem interessante que ele mencionou foi de um time de arquitetos de um banco da Austrália; eles chamavam tal modelo de “arquiteto on-call”.

O “arquiteto on-call” é um papel temporário que é rotacionando entre os arquitetos dos times, responsável por ajudar os times a tomar decisões arquiteturais.

O arquiteto on-call tem o poder de veto sobre as decisões. Para facilitar a tomada de decisões eles tem um regra básica, qualquer mudança arquitetural só pode ser aplicada se for possível reverter ela em menos de duas semanas. Caso não seja possível reverter em menos de duas semanas, é necessário ser feito uma prova de conceito.