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Eu sou o Paulo Caroli e este é o Podcast Mínimo Viável, onde compartilho conhecimento sobre as novas relações de trabalho e, assim, contribuo para a transformação de um mundo melhor.

Neste episódio do Podcast Mínimo Viável, você vai conferir a última parte da festa em comemoração ao primeiro ano do Livro Product Backlog Building (PBB). Na oportunidade, o criador do método Fábio Aguiar recebe o profissional Antonio Malagutti, que faz um breve relato sobre suas experiências com o PBB, e também conversa com o autor Paulo Caroli.

Fábio Aguiar: Vamos lá, deixa eu ver quem mais tem por aqui… Agora, eu vou chamar aqui meu amigo Mala, Malagutti.

Antonio Malagutti: Eba, Feliz Aniversário para o filho.

Fábio Aguiar: Obrigado.

Antonio Malagutti: Queria te dar um abraço, em você e no Caroli aí. Muito bacana, nem parece que faz um ano, né Fábio?

Fábio Aguiar: É verdade, é verdade… Trabalhei com o Malagutti um bom tempo, o Malagutti sempre demonstrou descaradamente, assim, o carinho pelo PBB. Chegou a levar até aqui para a América Latina.

Antonio Malagutti: É, fomos para a Argentina com ele.

Fábio Aguiar: Então, Malagutti, primeiro, obrigado pelo carinho de sempre, não só com o PBB, mas comigo também e, hoje, o Malagutti está na Globo e o PBB tem rodado a Globo, né Malagutti? Conta aí para a gente.

Antonio Malagutti: É, vocês também estão lá como parceiros de Treinamento e tal né, nos ajudando. Sim, pessoal, imensa alegria aqui quando Fábio disse assim: pô, já fez um ano, vamos lá, vamos bater um papo. Foi extraordinário assim e deixa eu voltar um pouquinho no tempo.

Quando eu conheci o Fábio, ele é uma pessoa, tanto ele, como o Caroli, são pessoas ótimas de bater papo e ele começou a conversa para a gente, acho que a gente tinha ouvido falar do método, isso lá em 2018, um pouquinho antes, ele começou assim falando para a gente que tudo acaba em backlog, assim como tudo acaba em pizza.

Nossa piada interna aí né… e aí, uma surpresa atrás da outra, bateu o santo. Vocês devem perceber que aí atrás tem o ukulele, o Fábio é músico também, eu também. A gente criou uma amizade aqui e, assim, toda essa alegria de falar do PBB vem, basicamente, assim… para você ter uma ideia, eu tenho dois livros impressos, já tive três, o digital, que eu acabei fazendo um sorteio em uma das PI Plannings.

Desde que saiu, assim, que eu acho que sempre é uma fonte inesgotável de conhecimento, além do Treinamento, de fazer uma sessão, que a gente fez uma sessão juntos. E aí, em todo lugar que a gente passa, a gente acaba percebendo essa adaptação que dá para fazer com ele, porque ele tem no core dele, nos pilares dele, acho que, de maneira assim bem simples, três coisas muito potentes:

Que é a colaboração, que o Paulo Igor estava dizendo aqui, e isso, realmente, é tudo o que o agilista, tudo que o agile coach, tudo que a gente precisa para facilitar, melhorar a comunicação, encurtar, deixar de fazer aquela passagem de bastão.

Antonio Malagutti: O segundo ponto, que eu acho que é uma coisa assim que talvez vocês nunca pararam para pensar ou se pararam, é que ele é barato. Eu adoro coisas baratas, porque você, na verdade, você no máximo investiu um, dois dias. Então, é muito mais barato do que você começar as coisas e perceber que está no caminho errado.

Então, essa visão econômica faz do método uma coisa extraordinária. Você pode desistir de maneira muito rápida, ainda mais lincando ele com MVP, com Lean Inception, se você já tem esse backlog faz uma reengenharia dele, uma engenharia reversa, mas ele é barato assim e isso para a gente não tem preço.

Acho que o terceiro valor assim que ele traz é estreitar a comunicação, além da colaboração, a comunicação é mais fluída. A gente gosta muito de anotação visual, esse tipo de coisa, então, você democratiza a conversa sem briga, porque as pessoas que estão participando ali da concepção ou daquele momento usando ou não o Canvas, você tem um ambiente seguro mesmo.

Você consegue conversar ali, você consegue colocar as coisas e perceber que aquilo tem importância ou não. A gente sai lá, né Fábio, de um mundo que a gente tinha que fazer requisito de tudo o que eu preciso, 30 relatórios, 50 cadastros.

A gente não, a gente realmente encara valor né, assim que você tem um backlog inicial de valor, conectado ou não ao MVP. Uma coisa que eu aprendi com o Fábio foi o seguinte: você pode fazer o PBB com recorrência, ele pode ser um backlog inicial, mas você pode recorrentemente refazê-lo, aplicar de novo.

E aí, o método traz aquela leveza para a gente, que isso que me encantou desde o começo e as pessoas que eu converso, que é a essência do ágil: você ser enxuto, ter leveza sem uma coisa burocrática, uma coisa de comunicação simples.

A gente tem um evento juntos, acho que você vai se lembrar que a gente foi falar para uns executivos de o que era uma história de usuário. Modelo ARO. Aí pessoal, foi muito incrível, porque a gente ficou reescrevendo uma história umas duas horas até cair a ficha das pessoas.

Mas, é incrível que, quando cai a ficha, eu tô falando aqui do ARO pelo seguinte: o Fábio, ele aí ao longo dos 12 anos, acho que até antes, ele foi experimentando e jogando fora coisas que não eram úteis e pegando o que era bom. Então, a gente tem coisas aí de métodos que nem são utilizados mais, como o ARO.

Fábio Aguiar: E que ninguém conhece, né?

Antonio Malagutti: Mas, é bom.

Fábio Aguiar: Eu conheci o ARO no FDD e aí ele meio que foi deixado de lado e o ARO ficou ali e aí, praticamente, falei para o Caroli vamos ressuscitar isso daqui para a nova geração. Isso aqui é importante, tem o seu valor dentro de um contexto. E aí foi no contexto que se agregou muito valor, algo tão simples, né Mala?

Antonio Malagutti: É, é uma coisa que eu acho que assim: ele é enxuto e completo na medida. E um dos conceitos que, realmente, a hora que explodiu a cabeça foi do Product Ownership, não do Product Owner. E, para mim, assim, é a grande sacada, você deixa de passar bastão.

É claro que você tem um PO, mas você tem um conjunto e você pode pensar isso de uma maneira com um PM, com um PO, com um Deve, com um Executivo, com quem você quiser. Esse negócio é fabuloso para você chegar num consenso. Então, é muito legal.

Fábio Aguiar: Eu tenho até chamado esse conceito, sabe, depois eu vou gravar um vídeo sobre isso, pessoal, disso que o Malagutti trouxe aqui. Eu estou chamando até hoje de Produto Backlog Ownership. Não é um novo papel não, tá pessoal, esse PBO. Mas, é um ecossistema, é um conceito que você precisa ter para trabalhar com o backlog e trazer todo mundo que você precisa, que tem esse senso de dono, de propriedade, de autoridade sobre o negócio para dentro dessa discussão.

Agora Mala, a gente está com o tempo curto aqui. Me fala, aí na Globo né, eu sei que o PBB hoje faz parte de uma pré-PI. Vocês têm usado bastante isso para organizar, até um tema que eu estava conversando aqui com a Andrea.

Antonio Malagutti: É, a gente tem aqui o framework batizado de “Globoframework”, na verdade, ele é um evoluído diariamente, como o PBB foi. A gente tem times mais ligados a produto, como, por exemplo, a Globoplay, e times mais ligados à publicidade.

Então, têm diferentes sabores aqui para você explorar isso. A gente tem um sucesso bem grande quando você tem um produto digital, de você utilizar Design Thinking ou Lean Inception com o PBB. Mas, assim, como todo o produto de software aí a gente precisa de backlog, a gente precisa dessa lista, bem na essência que o PBB traz, ele faz com que a gente acerte uma coisa que é um aprendizado que não é tão rápido, Fábio, na minha visão, que é da granularidade das coisas.

Acho que é uma das grandes artes de você ter assim e a gente tem esse aprendizado, de aprender a achar a granularidade das coisas para elas não ficarem muito granulares ou muito grandes.

Então, a gente tem aqui iniciativas de portfólio, dessa governança de portfólio. Como é uma empresa gigante, ela tem muitos temas compartilhados. O ágil escala de uma maneira assim, você tem muito a parte de infra com a parte muito de usabilidade, de UX.

A gente falou aqui um pouquinho mais cedo de Dual Track né, que é excelente para fazer essa ligação entre o UX né, sobre Lean Inception, esse tipo de coisa. É tão assim adaptável, porque você sempre deixou claro isso e o livro também faz isso, procura onde que dá para usar isso e faz adaptação.

O importante é ter uma parede para rabiscar e um método que organize as ideias. Então, a gente está assim. No mês passado, uma das pessoas do time aplicou durante umas duas semanas o PBB, foi bem legal, porque você resgata aquele pertencimento, junção de PO com o time que, às vezes, está mais distante, esse tipo de coisa.

E, assim: sucesso após sucesso, case após case, vamos fazer o método ser mais usado. Eu sinto também uma grande aplicação em processo de inovação, que, às vezes, é tão aberta a inovação, a gente quer achar um produto, um produto pronto para conectar em alguma coisa, mas dá mais trabalho do que você pensar o produto que você está querendo resolver.

Então, esse mundo de publicidade, essas coisas assim têm bastante campo de aplicação. E, assim: a gente achou, eu sou dos maiores defensores. Esses dias, você esteve lá com a gente dando um oi. A gente estava fazendo um treinamento de coachs sobre o PBB.

Fábio Aguiar: Foi, você me pediu lá dá um oi lá, cantamos lá a paródia do PBB, foi muito bom, foi muito bom. Muito bom, cara.

Antonio Malagutti: Mas é isso, extremamente, eu acho que o livro e, quando o Caroli conta que ele assistiu a palestra e falou vamos conversar e quem sabe da trajetória que vocês tiveram de quase um ano aí de trabalho, o livro ficou assim fácil de ler, dá vontade de ler. Dá vontade de ler, mas dá vontade de abandonar para aplicar, né? Já li o suficiente e vou testar ali.

Fábio Aguiar: Mala, nosso papo está muito bom cara. Mas, assim, eu quero fazer umas lives que é para trazer pessoas que estão nessas empresas aplicando o PBB, até para a gente bater mais um papo. Acho que tem muita conversa ainda para a gente falar de PBB na Globo.

Acho que vocês têm valorizado muito o PBB. Obrigado por isso, manda um abraço para todas as pessoas que estão ajudando, o Samuel… Então, obrigado aí pelo carinho que vocês têm pelo PBB também na Globo. A gente vai marcar mais papo, tá?

Eu vou terminar esse papo contigo e, aí Caroli, a gente atualiza o livro com os três pilares do PBB que o Mala trouxe aqui: primeiro, é colaboração; segundo, comunicação e o terceiro, economicamente barato. Obrigado por essa contribuição, viu Mala, um grande abraço e fiquei feliz em te ver aqui, meu amigo.

Antonio Malagutti: Eu também. Obrigado aí Paulo, Fábio, pessoal… usem aí que é espetacular. Brigadão viu.

Fábio Aguiar: Valeu, Mala. Grande abraço. E aí, Paulo, está por aí?

Paulo Caroli: Tô na área aqui, Fábio.

Fábio Aguiar: Muito bom, né cara?

Paulo Caroli: Muito bom, estou curtindo aqui o papo. Muito legal, já queria agradecer aqui: Andrea, muito obrigado. Paulo, meu xará por aqui, espetacular. Essa história da Marinha eu tinha ouvido o Fábio falar, quero ver essas fotos. Guilherme, relato muito bom também. Muito obrigado por compartilhar, teu exemplo é maravilhoso. Eu usei e compartilhei, entendeu? É assim que a gente cresce na nossa comunidade.

E, Mala, putz, eu virei teu fã, não tive a chance de conhecer pessoalmente, mas já virei teu fã também. Não sei tocar os instrumentos, mas me convida para a festa que eu vou.

Fábio Aguiar: Será que dá tempo da gente ver alguma coisa aqui, Paulo? Acho que o pessoal está mais é dando parabéns mesmo, né?

Paulo Caroli: Eu gostei que tu deixou uma promessa de fazer mais. Eu gostei disso assim que é para a comunidade e como as pessoas falam com a gente no LinkedIn, nas redes sociais, ah eu usei assim, eu usei assado…. eu acho que agora é a gente planejar e falar: ah, a gente vai fazer webinars de tempos em tempos, trazendo os cases do nosso Brasil. Então, vamos fazer isso, vamos pedir os cases.

Fábio Aguiar: Eu deixei aqui na tela, pessoal, pode mandar um e-mail para [email protected]. Por exemplo, a Micaela falou aqui que está aplicando na área de saúde. A gente quer ver, a gente quer começar a trazer também, pois isso pode inspirar outras empresas que estão na área de saúde também.

Paulo Caroli: Aliás, a gente tem até um case de Lean Inception na área de saúde. Talvez, a gente faz um dia de case da área de saúde. A gente quer ajudar as outras áreas. Quem já nos conhece de produto digital a gente já está ajudando, mas a gente quer poder ajudar mais organizações do nosso Brasil.

Fábio Aguiar: Excelente e, pessoal, a gente não está conseguindo acompanhar mais aqui o chat, mas se tiver alguma pergunta, alguma dúvida agora pode mandar para mim, pro Caroli, no Linkedin ou qualquer rede social que a gente vai ajudar a responder amanhã ou logo mais. Pode mandar que a gente está disposto aí sempre a ajudar. Eu acho que a gente pode encerrar por aqui, né Caroli?

Paulo Caroli: Excelente. Fábio, cara, parabéns aí por um ano. Eu sou super orgulhoso desse afilhado, eu sei que é teu filho, você está com ele na mão todo dia ali aplicando. Eu sou que nem o Mala e outras pessoas: sou um grande usuário do PBB, eu tive o prazer de estar com você várias noites para a gente escrever o PBB e é um conhecimento adquirido que é maravilhoso. Eu uso assim muito.

Fábio Aguiar: Eu que te agradeço, Caroli. Desde quando teve aquele incentivo, o relato lá no livro, obrigado por toda essa parceria que a gente está, por esse carinho também com o PBB e por sempre ter levado o PBB. E o Caroli é assim: o Caroli é um cara incrível mesmo, porque ele não tem ah, a Lean Inception tem que ir primeiro… o Caroli, ele divide o coração dele.

Paulo Caroli: Têm muitos projetos que não precisam de Lean Inception, mas de PBB. É que backlog todo mundo tem. Lean Inception depende do caso e, muitas vezes, não precisa. Mas, o backlog sim. O backlog é o feijão com arroz, ou o açaí né aí no Norte. É o básico e tem que ter.

Fábio Aguiar: Muito bom. Eu acabei mencionando aqui né, saiu o livro PBB em inglês, já está em tradução o espanhol e assim a gente vai, né Caroli? Então, recebemos um presente essa semana, né Caroli, para finalizar aqui.

Paulo Caroli: Saiu um artigo no site do Martin Fowler, o meu bom amigo e mentor Martin Fowler. Ele adorou o assunto, eu compartilhei com ele. Eu falei, Martin, mas é coisa da história do usuário assim e ele falou: cara, vocês escreveram de uma forma muito simples e isso é muito importante. Vamos sim trabalhar nesse artigo.

E a gente trabalhou um bom tempo nesse artigo e essa semana saiu no site dele e é bom, que é o que eu fico feliz, é que a gente acaba sendo exemplo de coisa que saiu do Brasil para o mundo, ou seja, a gente é muito bom no Brasil e a gente é reconhecido mundo afora.

Acho que é importante isso: a gente traz muita coisa de fora para o Brasil, mas a gente tem que se acostumar, também, com as coisas boas que a gente tem no Brasil para poder consumir do Brasil para o Brasil, principalmente, e, também, algumas pessoas que nem eu, que trabalham para fora também levar do Brasil para fora.

Fábio Aguiar: Esse foi um dos presentes que a gente recebeu nessa semana de aniversário. Você pegar uma pessoa que, para mim, você fica ali lendo os livros, principalmente, quando eu programava muito e aí você vê a pessoa dando um crédito ali né, abrindo a porta ali do seu blog é uma assinatura bem importante, principalmente, pra mim aí, que criei o PBB e tem alguém lá assinando, já tinha todo o crédito teu, do Brasil, e aí mais de fora só…

Paulo Caroli: O Jeff Gothelf, do Lean UX, também adorou o trabalho, também escreveu o prefácio inglês. Fábio, todo mundo é conectado. Eu sei que, às vezes, parece que é distante, mas a gente está super conectado e a gente faz muita coisa boa no Brasil também.

Vamos servir de exemplo para várias outras pessoas, bem parecidas com a gente, que criam coisa, que compartilham. Gente, compartilha, é importante para o nosso crescimento profissional e o crescimento da nossa comunidade.

Fábio Aguiar: Muito bom. Então, vamos fechar com essa mensagem do Caroli. Pessoal, muito obrigado, valeu Caroli mais uma vez.

Paulo Caroli: Obrigado.

Fábio Aguiar: Obrigado a todos que estavam aqui presentes. Um grande abraço.

 

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Notas do episódio:

Confira a íntegra da Festa de 1 ano do PBB
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Treinamento Lean Delivery com Métricas Ágeis, por Andrea Pinto e Paulo Caroli
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