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Eu sou o Paulo Caroli e este é o Podcast Mínimo Viável, onde compartilho conhecimento sobre as novas relações de trabalho e, assim, contribuo para a transformação de um mundo melhor.

Neste episódio do Podcast Mínimo Viável, você vai conferir a primeira parte da excelente participação da profissional Mayra de Souza  no TDC Connections, oportunidade em que abordou as técnicas Design Sprint e Lean Inception e de que maneira as mesmas se complementam:

“E aí galera… tudo bem? Sejam bem-vindos e bem-vindas. Estamos aqui numa Talk para falar sobre duas técnicas: Design Sprint e Lean Inception e usá-las juntas e como elas se complementam. Eu quero pedir permissão, permissão para estar compartilhando aqui conhecimento com vocês e entrar aí onde vocês estiverem.

Eu sou a Mayra, sou Enterprise Coach, Lean e Agile Coach, sou Facilitadora e Trainer de Lean Inception, Design Sprint, Strategic Inception, Estruturas Libertadoras, Management 3.0 e sou Consultora do Coletivo Ação. Parceira da Caroli.org, atuando como Facilitadora e Trainer. Já treinei mais de 5.000 pessoas, facilitei mais de 150 processos e apoiei profissionais na sua carreira, na sua trajetória, mais de 60 pessoas.

Bom pessoal, Product-Market Fit, é o encaixe do seu produto com o mercado, com a necessidade que o seu cliente tem. Como que está o seu produto no mercado? O quanto que realmente resolve ali o problema, atende uma necessidade?

E aqui o Ash Maurya, do Running Lean, ele traz “A vida é muito curta para construir algo que ninguém quer”. Então, vamos construir algo que atende uma necessidade, ok? E como que a gente pode saber que a nossa ideia, o nosso produto tem Product-Market Fit?

O Stephen Anderson ele traz a pirâmide das necessidades da pessoa usuária. Então, ali na base, nós temos produtos que vão ter um atendimento funcional, aí funcional e confiável, você vê que é uma soma. Depois, aqui funcional, confiável e usável, conveniente.

Ele traz, o autor, que poucas organizações passam dessa linha tracejada do conveniente, entrando no prazeroso e no significado. Um exemplo que eu trago aqui para vocês é o iPhone. De certa maneira, ele é um produto que atende desde as funcionalidades, nas tarefas, e ele vai até experiências.

Então, ele tem um foco nessas duas vertentes. Por quê? Quando se cria, quando lança um novo produto, as pessoas fazem até fila na frente de uma loja, o quanto que aquilo tem um significado para elas passando ali. Vi outro dia, acho que era um repórter, algo assim, estava num helicóptero, caiu o iPhone, um do helicóptero foi pegar lá embaixo e o celular está funcionando ainda. Eita negócio que dura, não?

Então, é um produto que ele passa por todas essas vertentes e, aí, o autor traz: criando interfaces prazerosas, indo de tarefas a experiências. Então, vamos criar produtos que tragam essa experiência e entreguem valor com as funcionalidades.

E o que nós estamos falando aqui? Que nós precisamos entender os desejos e as dores dos nossos clientes. A Teresa Torres traz aí, na Opportunity Solution Tree, a árvore de oportunidade e solução. É você fazer esse cascateamento. Ela traz a vertente de você fazer um Continuous Discovery. Você está sempre descobrindo novas necessidades para atender o seu cliente e, com isso, rodar experimentos. Olha aqui o MVP e validando essas soluções.

E, aí, a Teresa Torres traz: “Aprenda uma maneira simples de ampliar a sua lente para evitar a fixação em uma única solução”. Como que você abre? O Caroli hoje de manhã no Keynote trouxe ali, falou sobre OKRs, da importância ali de você ter um direcionamento. Para que nós estamos fazendo isso? Para que que nós estamos essa ideia? Porque está linkado com nossos OKRs. OKR é Objectives and Key Results, objetivos e resultados-chave.

Pessoal, nós precisamos fazer perguntas. Cuidado quando a gente pega uma hipótese e dá ela como verdadeira. Essa imagem traz o que cada pessoa está entendendo, o que realmente o cliente, ele explicou de uma forma, mas o que realmente ele queria. Vamos fazer mais perguntas, vamos entender o que realmente as pessoas querem.

E, assim, trabalhar o Product Discovery, que é o momento de você descobrir o que construir, aqui a ideia é você aprender bem e rápido para ter a ideia certa. E o Product Delivery, que é construir e entregar, entregar bem e rápido para fazer certo.

Enquanto no Product Discovery nós temos a identificação, o entendimento do problema, geração de ideias, levantamento de hipóteses, protótipo para já saber se você está no caminho certo, no Product Delivery você tem a definição, o planejamento, a execução e a revisão. Então, construir a coisa certa, do jeito certo, a eficiência com a eficácia.

A Lean Inception ela está aqui na definição, ela é entrada desse Delivery, e o Design Sprint ele está aqui no Discovery, na hora em que você está prototipando, sabendo se você está no caminho certo. E, aqui, tem um processo de evolução do Product Development, desse desenvolvimento do foco na gestão do produto.

Então, desde ali do start, no Manifesto Ágil em 2001, você vai vendo a construção que tem. O Design Thinking apoiou no processo, tem o Martin Keegan, que é um mestre aí de produto. Eric Ries, que traz o looping Lean Startup, construir-medir-aprender, e aí nós temos o Design Sprint, a Lean Inception aí em 2015, o nome ainda era Direto ao Ponto.

Temos aí o Jobs To Be Done, olha aí o running lean, que no início eu trouxe a frase do autor. Jobs To Be Done que é o quê? Focar no outcome, qual é a entrega de valor que você vai dar? Aumentar essa entrega de valor, o ROI. Cuidado quando a gente está focando somente o que no output, na saída, nas funcionalidades. Por isso, que aí olhar para essa entrega de valor… e Inspired, que é do Marty Cagan.

Vamos entrar, então, no entendimento dos conceitos do Design Sprint e Lean Inception.

Então, Design Sprint, criado pelo Jake Knapp, têm outras pessoas que auxiliaram ele também na criação, ele rodou diversos experimentos dentro da Google Ventures, que é uma aceleradora de startups, inicialmente, depois, uma aceleradora de ideias. Então, foi evoluindo ali, atendendo diversas organizações.

E o Paulo Caroli é Consultor Principal da Thoughtworks e ele vem apoiando diversos times, projetos de inovação, a parte de demanda, cliente. Então, ele vai fazendo uma interface ali, auxiliando na criação de produtos, na entrega de produto que entrega maior valor e ele iniciou esse processo fazendo Inception.

Inception vem do RUP, que é um framework ágil mais prescritivo, onde tinha uma durabilidade ali de um mês e terminava com Story Map. Então, era muito detalhe e o filho dele nasce, na época, ele participando de alguns processos de Design Thinking, lendo o Lean Startup do Eric Ries, e, aí, ele traz para o cliente: vamos testar aqui uma ideia de fazer uma inception enxuta, em vez de um mês, uma semana.

Levantamento mais alto nível, deixa o time ir fazendo esse detalhamento de acordo com o trabalho, de acordo com os incrementos ali do MVP. A ideia foi aceita pelo cliente, ele foi criando, inteirando, melhorando, compartilhando com a comunidade e está aí a Lean Inception. O livro já está traduzido em diversas línguas, tem português de Portugal, inglês, espanhol.

Vamos lá… e o que é esse Design Sprint?

É um Design Express, de cinco dias, para você validar ideias, resolver grandes problemas e responder questões críticas do negócio, por meio de design, prototipagem e teste com clientes ou usuários reais. Cliente ou usuário gente depende do seu negócio.

Se você atua ali com o serviço, varejo, você tem o seu cliente que consome o seu serviço. Agora, se você trabalha com um produto digital, é usuário. Então, já falei aí que foi desenvolvido dentro da Google Ventures, tem base no Design Thinking, que é um modelo iterativo, centrado no ser humano, para a solução de problemas e busca de oportunidades.

Então, Design Thinking tem um processo maior, o Design Sprint traz esse processo de uma maneira mais rápida, em cinco dias. Então, a vantagem de você utilizar o Design Sprint é que, em vez de você aguardar aí o lançamento de um MVP (Minimum Viable Product – Produto Mínimo Viável) para saber se a sua ideia é boa ou não, validar ou invalidar, você consegue em 40 horas, em cinco dias, ter essa validação com um protótipo.

O ciclo de Design Sprint está nesse fluxo de aprender. Você tem uma ideia, você quer invalidar ou validar a sua ideia, então, você vai realizando ciclos ali de Design, que é o Sprint esses ciclos, e o Design Sprint ele está na intersecção de ter um processo de design com filosofia ágil e ele foi testado diversas vezes, é visto como um método científico.

A Svenja Noä ela facilita diversos processos e olha o que ela traz sobre o Design Sprint: “Assim como uma corrida de obstáculos de 400m, o Design Sprint combina velocidade e concentração. Em apenas cinco dias, realizamos uma tarefa gigantesca junto à equipe multidisciplinar do cliente”. Ela é uma consultora e facilita esses processos.

Agora, a Lean Inception.

É um workshop colaborativo, com uma sequência de atividades para alinhar e definir os objetivos, as estratégias e o escopo do produto, em alto nível, em funcionalidades, alinhando aí técnicas de Design Thinking e abordagem de Lean Startup.

Então, em uma semana, as pessoas que vão desenvolver aquele produto, serviço, projeto, você pode usar para tudo Lean Inception, junto com os stakeholders, vão compreender de forma colaborativa e aprofundar sobre o que é o produto e, assim, mapear as entregas incrementais no MVP e os incrementos.

Qual é a principal vantagem de você mapear esse escopo de forma colaborativa? Você tem todo um alinhamento e uma transparência durante o processo, adaptação e inspeção e adaptação constante. Então, com isso, todo mundo vai iniciar o projeto alinhado, alinhada, sabendo qual é o Produto Mínimo Viável, entendendo o valor para o negócio, o esforço necessário, o valor para o usuário.

E, assim, vai te auxiliar a te direcionar de forma correta, a tomar decisões com embasamento em dados e qual é esse ciclo da Lean Inception? Nós juntamos aqui o looping Lean Startup. Então, você vai construir para aprender. Quando a gente tem ali que liberar o MVP no mercado, eu quero ter um aprendizado, eu quero coletar feedback, mas eu também estou utilizando o looping do Design Thinking, que é aprender para construir.

Então, dentro da agenda, nós vamos também estar aprendendo para construir esse produto de uma forma mais alinhada. As duas técnicas utilizam o quê? Esse processo de Design, divergir e convergir, divergir e convergir, ok?

Vamos dar uma olhada nas agendas das duas técnicas.

A agenda do Design Sprint: aqui, já temos outras formas ali de agenda e já vou mostrar para vocês, essa é a do livro, Jake Knapp traz cinco dias aonde você, no primeiro dia, vai mapear; no segundo, vai fazer esboço; no terceiro, você vai decidir e construir um storyboard que é o primeiro passo para o seu protótipo; na quinta-feira, construção colaborativa do protótipo e, na sexta-feira, convida-lhe, já fez esse convite antes, mas vão ter as pessoas usuárias testando o seu protótipo.

O objetivo aqui de cada agenda, dentro da agenda de cada dia: primeiro dia, entender e definir; o segundo, divergir; no terceiro decidir; prototipar e validar no quinto dia. O Design Sprint 2.0 ele traz uma redução de cinco dias para quatro dias, onde os dois primeiros dias participam todo mundo e os dois dias, de construção do protótipo e teste, é feito pelas pessoas especialistas, normalmente, designer, pessoas que atuam como designer UX, User Experience, UI também podem estar ali fazendo esse processo.

E nós temos a agenda do Design Sprint 3.0, aonde a Design Sprint Academy traz aqui e eu venho trabalhando muito mais nessa perspectiva, na verdade, juntando as duas, porque tem essa perspectiva também. Mas, eu gosto muito disso, de ter um momento antes do Design Sprint para entender qual o problema que nós queremos resolver?

Isso é muito importante, porque é o seu direcionador durante todo Design Sprint. Se você entra no Design Sprint sem entender qual o problema, sem ter algumas definições ali, entendimento, clareza, pode ruir a sua Design Sprint.

Têm outras melhorias ali dentro das atividades e, assim, qual é o resultado do Design Sprint? É um protótipo e a entrevista com as pessoas usuárias, até cinco pessoas. E quais possíveis ações após o Design Sprint? Você pode dali criar o MVP para teste em escala, então, colocando no mercado, você pode criar um piloto para acompanhar durante um período específico e implementar totalmente a solução, retornar para algumas etapas do seu Design Sprint, refazer algumas partes ou abandonar a ideia ou projeto.

E, aí, vamos adentrar na agenda da Lean Inception. São cinco dias, aonde nós temos ali o primeiro dia com foco em negócios, a atividade da Visão do Produto, é um elevator pitch, e objetivos do produto. Aqui são duas atividades em uma. Nós temos duas atividades com foco em Design Thinking, lembra, aprender para construir e atividades com foco no produto ali.

Todo dia, uma consolidação, verificar ali tudo que foi visto naquele dia. Também, no final, um showcase, verificar né ou apresentar, melhor, principalmente, para stakeholders tudo o que aconteceu naqueles dias.

Aqui, eu trago para vocês uma proposta de agenda reduzida. O Caroli traz que, se você for reduzir a Lean Inception, reduza, no máximo, em três dias. Menos do que isso, ele fala que não é uma Lean Inception. Então, aqui é uma proposta e junto tem uma atividade que, quando o produto existe, eu faço essa atividade. Então, aí têm dicas tem aí dicas para vocês, peguem aí o link.

E qual é o resultado da Lean Inception? O resultado é você ter claro o escopo do produto, as entregas incrementais e o MVP. Gente, falar MVP 1, MVP 2, MVP 3 é uma convenção. MVP mesmo é somente o primeiro, o restante é um incremento do seu primeiro MVP.

Então, nós vamos ter um escopo, claro que pode ser muito maior do que esse. Normalmente, quando eu facilito processos, eu tenho ali 15 ondas. O Caroli chama cada linha aqui de onda… 15, 20 eu posso até ter 30. Então, uma quantidade, aqui é um exemplo e um olhar, um mapeamento ali do MVP.

Então, quais personas segmentadas nós vamos atender. Aqui, já dá para pensar numa estratégia de lançamento do produto, que jornadas eu atendo dentro desse MVP? Qual é a visão do MVP? Qual é a proposta que eu trago dentro daquele MVP? As funcionalidades que eu vou atender, custo e cronograma, tem uma atividade de cálculo de amostragem, que aí você pode vir a ter esse dado aqui.

Eu vejo grande valor nesses dois quadrantes: então, o resultado esperado do MVP, quais os resultados esperados e as métricas como que nós vamos medir que nós atingimos esse resultado, ok?”

Continua…

E aqui o episódio de hoje. Espero que você tenha gostado. Eu te peço para se inscrever e recomendar esse Podcast na sua plataforma de Podcast preferida, como Spotify e YouTube, e nas redes sociais. Ou, como eu prefiro: recomende aos amigos. Assim, você me ajuda com a missão de compartilhar conhecimento sobre as novas relações de trabalho, de forma a contribuir para a transformação de um mundo melhor.

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Notas do episódio:

Confira mais detalhes sobre o Treinamento Lean Inception e as próximas turmas

Livro Lean Inception: Como Alinhar Pessoas e Construir o Produto Certo