Por anos tenho visto coachs e treinadores atuando em grandes empresas, ensinando, discutindo processos, e tentando demonstrar valor de ser ágil.

E, dado a demanda atual com transformação digital e inovação, a procura por esses profissionais tem aumentado cada vez mais.

Eu gosto de coach e treinamento. Tem um papel importante para as empresas. Mas acho que também tem muito espaço para outros modelos de atuação. Por exemplo, a ThoughtWorks atua dentro das suas empresas parceiras, montando um time misto, com consultores da Thoughtworks trabalhando lado a lado com pessoas da empresa.

Outro dia, o Rodrigo de Toledo compartilhou comigo algo diferente que a K21 tem aplicado. Eles chamam isso de EVDnC (Extreme Value Driven Coach), ou evidence, como soa em Inglês. Ao invés de contratar coaches e treinadores, as empresas contratam um timebox de uma semana chamado EVDnC.

EVDnC escolhe um pedaço específico de trabalho, e, durante uma semana, um time dedicado e comprometido, seguindo uma nova forma de trabalho, cria um plano curto, com entregas diárias, atua no plano, avalia o progresso do mesmo, percebe as necessidades do ecosistema, discute ideias, verifica o impacto real das ações e as interações no mundo real, gerando então a evidência (daío trocadiho do nome — evidence em Inglês) dos benefícios dessa nova forma de atuação.

Assim como o parágrafo descrito acima, EVDnC não tem interrupções. Mas tem vírgulas, várias vírgulas, conectando uma ação com a próxima, atuando no contexto e necessidade específicos da empresa. Até terminar o timebox. Ponto. Daí todos param. E olham para as evidências.